quarta-feira, 23 de novembro de 2011

23/11 - Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

Em 2008, a Lei nº 11.650, datada de 4 de abril, instituía o dia 23 de novembro como Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. Entre os principais objetivos que culminaram na criação dessa data estão estímulo a ações educativas e preventivas associadas à doença, promoção de debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer, difusão dos avanços técnico-científicos relacionados com a doença e promoção de apoio para crianças e seus familiares.
As preocupações previstas nos objetivos da Lei são totalmente fundamentadas nos números divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estima-se que 70% das crianças com câncer possam ser curadas quando ocorre o diagnóstico precoce. A cada ano, são estimados mais de 9 mil novos casos de câncer infantojuvenil, configurando a segunda causa de mortalidade proporcional entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos.
É configurado como câncer infantil um grupo de doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais, a qual pode ocorrer em qualquer local do organismo. Entre os tipos mais comuns da doença nessa faixa etária estão leucemia, tumores do sistema nervoso central e linfomas. Enquanto nos adultos a doença afeta, em geral, as células do epitélio, que recobrem os diferentes órgãos (é o caso do câncer de mama e o de pulmão), nas crianças são mais comumente atacadas as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Além disso, enquanto em adultos a doença se relaciona com fatores externos, como, por exemplo, o fumo, nas crianças não existe essa evidência. Assim, a prevenção torna-se ainda mais complicada e o foco volta-se de vez para o diagnóstico precoce e o tratamento.
É importante, portanto, estar atento ao aparecimento de sintomas que podem ser sinais da doença. Quanto mais cedo for a procura pelo tratamento médico, maiores serão as chances de cura. Procure um especialista caso seu filho apresente:
  • perda de peso;
  • manchas roxas e sangramento pelo corpo, sem machucados;
  • vômitos acompanhados de dor de cabeça, diminuição da visão ou perda de equilíbrio;
  • caroço em qualquer parte do corpo, principalmente na barriga;
  • palidez;
  • febre prolongada, sem causa identificada;
  • dores nos ossos e nas juntas, com ou sem inchaços;
  • crescimento do olho, podendo estar acompanhado de mancha roxa no local.
Lembre-se de que o tratamento do câncer começa com um diagnóstico correto. Ao avaliar o caso da criança, o médico solicitará os exames laboratoriais e de imagem necessários para avaliar o estado de saúde do paciente e identificar o problema. O tratamento deverá sempre ser feito em local especializado e compreende três modalidades principais: quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Além dos medicamentos, é indispensável para a cura a participação e o apoio de familiares e amigos. O bem-estar e a qualidade de vida dessas crianças e adolescentes estão em primeiro lugar.

Editora médica: Dra. Anna Gabriela Fuks (615039RJ)
Jornalista responsável: Roberto Maggessi (31.250 RJ)

Curiosidades...

Gente, semana passada fui a uma loja de brinquedos comprar um presente e olha a boneca que encontrei

Esta é a Analú Sorinho, kkk (o nome é engraçado...)

Ela está em tratamento médico e toma soro na veia (aliás tem um baita furo enorme no braço que achei um exagero). O soro fica pingando igualzinho o de verdade... me identifiquei com ela...kkk

Mas, enfim, para uma criança que está fazendo um tratamento traumático como uma quimioterapia é bem interessante, afinal vai ter companhia sempre!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Quem abusa se lambuza?! Não, se ferra mesmo...

Gente, eu realmente sou uma cabeçuda...
Lembra do Rafinha que estava marcado pra pintar na área na segunda feira, pois é, ele chegou lindo e forte, Graças a Deus, uma coisa fofa, mas que deu uma canseira tão grande na gente.
O cara nasceu só as 11:30, e acabou indo pro quarto só as 19:00 hs, enquanto isso eu lá, o dia todo no hospital esperando,  pois queria ver ele de pertinho de qualquer jeito.
Resultado: esqueci de tomar bastante água (de preferencia todas estas garrafas aí de cima), como é recomendado após fazer as sessões de quimio,  acabei não indo ao banheiro quase que o dia inteiro e, claro, ganhei uma cistite (infecção de urina) nervosíssima!!
Juntou que acho que fiquei muito tempo de pé, com a cistite e com a nhaca que dá depois da quimio, que eu fiz na última quinta, eu quase morro de tanta dor. Doía tudo, o corpo, as pernas, a bexiga, tudo ao mesmo tempo, passei uma noite de cão, levantava a cada 10 minutos pra fazer um xixi que não existia, só algumas gotinhas que só eu sei o quanto me custou para sair....
Agora estou aqui, de cama, me recompondo da maratona, tomando antibiótico e prometendo pro universo que nunca mais vou esquecer de beber água.
E ainda por cima vou ficar sem ver o Rafinha hoje... que droga...me ferrei!
Uma coisa tão simples que me custou tão caro! Era só beber água...
Vamos lá rins, se preparem para trabalhar, pois agora sou da turma dos 2 litros de água por dia.
Vou andar com um garrafão a tira-colo.
Água, água, água!!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A espera do Rafael!!

Nooossa!! Estou feliz da vida e super ansiosa,  pois meu mais novo sobrinho nasce nesta segunda feira dia 07/11. É... a família está crescendo!!
Depois de uma gravidez "super animada", com váaaarios acontecimentos, finalmente as coisas se acalmaram, na medida do possível, e a Dani vai ter nosso tão esperado e já amado Rafael.
Sempre falo pra Dani, que o Rafa deve achar que ela é médica, pois passou a maior parte dessa gravidez atrás de visitar o povo no hospital.
Primeiro um estágio prolongado de visitas diárias na UTI do hospital TotalCor, graças ao meu pai, depois mais um longo período de visitas diárias no hospital, agora já no quarto, também proporcionados pelo Sr. Michele, vulgo meu pai ou nôno. Enfim alta e tudo se normalizou, certo??? Errado!!
Na mesma semana ofereci a ela e a toda família a agradável espera de uma cirurgia que durou horas e horas e deixou todos apavorados. Depois disso proporcionei a ela e a minha outra irmã Adriana a dura tarefa de dar a notícia do meu CA para minha mãe e meu pai... coitadinhas!
Agora está tudo acabado certo?? Errado de novo!!!
Depois de 20 dias fui internada e ofereci em primeira mão, a ela e a toda família, a agradável oportunidade de retomar as tão famosas "visitas hospitalares da família Dell'Arno".
Neste meio tempo, o Rafael foi crescendo, crescendo, sempre protegido dentro daquela barriga redondinha. Foram tantas visitas em hospital que o coitadinho deve estar lá dentro achando que ela é médica ou enfermeira, afinal, hospital todos os dias só pode ser a trabalho né...
Mas agora o que importa é que ele está para chegar, com saúde, lindo, fofo, gostoso, cheiroso, o bebezão da titia!!
Estamos todos na maior expectativa, afinal o último bebê da família nasceu a 09 anos.

Seja bem vindo Rafael! 
Tenha a certeza de que você será muito amado e protegido por todos.
Venha ocupar o seu lugar á nossa mesa, que já está superlotada, mas com o
seu lugarzinho reservado. Você é o nosso 12º integrante!
Venha encher a nossa casa de alegria, iluminar nossos dias e completar 
esta família maravilhosa que já te ama tanto!!



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

2ª Sessão de Quimio

Na quinta feira, dia 13/12 fiz minha segunda sessão de quimio.
Pensando pelo lado positivo, já fiz a metade das vermelhinhas... agora só faltam duas!
Olha, não posso reclamar não, desta vez eu estava tomando omeprazol direto, pois havia ficado com azia da outra vez e por incrível que pareça não tive nada, absolutamente nenhum enjôo, azia, nada até agora.
Que remedinho maravilhoso, tô tomando todo dia logo que acordo um comprimido, claro que com o consentimento da minha médica, e essa segunda sessão de quimio passou desapercebida até agora.
E olha que nem dieta estou fazendo, tenho comido normalmente, de tudo.
É como todo mundo fala, depende de cada organismo, cada um reage de um jeito, a cada aplicação. Na verdade cada quimioterapia é como uma caixinha de surpresas.
Desta vez minha caixinha veio com uma surpresa boa!
Espero que continue assim!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Como conviver com essa careca??

Olha, ainda estou tentando me acostumar com a novidade. Faz uma semana que estou careca e até agora não tive grandes dificuldades, mas não vou mentir não, é bem estranho...
Por enquanto estou usando mais lenço, pois a peruca me machuca um pouco.
Os cabelos não caíram 100% e os toquinhos que ficam incomodam demais.
Com lenços fico com um visual meio muçulmana, mas não é de todo mal. Já com a peruca, estranho um pouco. É uma coisa nova, estranha, que não faz parte de você sabe.... Até ficou bem natural, próxima do corte que eu sempre usei nos últimos tempos, mas o problema é que eu sei que é peruca e acho que todo mundo que me olha também sabe. É engraçado, mas vou ter que me acostumar.
O lenço até que fica bem bacana, um visual legal, um acessório, mas o problema é que você passa a ser a atração local, ondo você aparece todos ficam te olhando com aquela cara de ué.
É até engraçado a cara de curiosidade das pessoas, no elevador então chega a ser cômico, você lá com aquele lenço e as pessoas tentando disfarçar, mas você percebe que no fundo uma curiosidade enorme sonda aquele local.
A vontade que tenho é de falar "gente, tive um câncer, estou em tratamento, careca, mas vou sobreviver", mas imagina só a situação? Não dá né.
O negócio é ter paciência, afinal, é natural a curiosidade das pessoas, apesar de cruel.
Acho que com o tempo a gente acostuma, ou ao menos suporta esses olhares críticos.

Vamos lá, turma dos carecas, sempre firmes e fortes!!

sábado, 8 de outubro de 2011

ADEUS CABELOS!

Como já esperava, com 18 dias meus cabelos começaram a cair. No início foram uns fios aqui, outro ali, no dia seguinte mais um pouco, aí já fui ao salão de cabeleireiro e cortei curto como nunca havia cortado. Até que gostei, mas infelizmente não durou muito meu novo visual, uns 4 dias no máximo e tive que passar a máquina. Foi opção minha, mas realmente não estava mais aguentando aquele monte de fios caindo, quando espirrava caía cabelo, quando me olhava no espelho tinha um monte de cabelos caídos pelos ombros e costas, não dava... me irritou muito e achei que se passasse a máquina acabaria logo com isso. E foi o que fiz. Esperei meu marido chegar do trabalho e incumbi ele dessa tarefa. Coitado...
Foi tranquilo, não chorei, tentei levar numa boa até porque tinha meus filhos e sei que isso iria chocá-los de alguma forma, claro que não deve ser fácil ver sua mãe careca né...
Agi naturalmente, eles já sabiam que eu iria perder os cabelos e levei como se fosse uma coisa boba. Deram umas risadas e eu ri junto. O que a gente não faz pelos filhos...
Depois, até me acostumar levei vários sustos, quando passava em frente a um espelho ou quando estava distraída e de repente via minha imagem refletida em algum lugar, mas tudo bem, aos poucos vamos nos acostumando.
Agora é caprichar na maquiagem, afinal, não preciso mais me preocupar com os cabelos!
Que piadinha horrível, mas a verdade é que tento me arrumar pra me olhar no espelho e estar com uma cara boa, na medida do possível né, detesto essa cara de doente que a gente fica... Capricho no rímel (enquanto ainda tenho cílios), um bom blush para ficar corada, corretivo para as olheiras e um batonzinho básico não faz mal a ninguém!